A Mais Alta Solidão

O primeiro português no cume do Evereste e único sem recurso a oxigénio artificial ou Sherpas de altitude.

1ª Edição: Editora D. Quixote, maio 2002, 259 páginas

10ª Edição: Editora Caderno, fevereiro 2011, 255 páginas

14ª Edição: Editora Lua de Papel, fevereiro 2016, 255 páginas

© João Garcia e Berta Rodrigues

Prefácio de Miguel Sousa Tavares:

“Sigo, pois, a caminhada do João Garcia, reconhecendo em cada um dos passos relatados a marca de um solitário que aos poucos, se vai despojando de tudo o que é supérfluo – até mesmo da lanterna que lhe fará tanta falta na descida, das luvas exteriores que lhe custarão alguns dedos das mãos, ou da própria lucidez, que lhe custará a tragédia do regresso – até que nada mais reste do que a obstinação de quem, tendo esperado tão longamente por aquele momento, sabe agora, com o cume á vista, com o mundo inteiro a seus pés, que não há regresso nem arrependimento. Apenas aquela subida até ao cimo, até ao limite – seja ele onde for.”

João Garcia:

“Quando decidi dedicar todos os meus esforços a subir montanhas, todas as que puder, sabia que a morte faz parte desse modo de vida, mas sabia também o que é preciso fazer para prolongar, em teoria, as probabilidades de sobrevivência. Conhecia os riscos da permanência em altitude, sabia identificar os sinais de perigo, até sabia que lá em cima não conseguimos manter o mesmo discernimento que cá em baixo. Não conseguimos manter um pensamento lúcido e coerente, movemos-nos à base de sentimentos, associações de custas ideias. Sabia que chegar lá a cima não é o fim da história, que é preciso voltar. Sabia que a vitória é darmos o nosso melhor e regressarmos bem. (…) Sabia que a vitória não é atingir o cume, mas regressar cá a baixo são e salvo e sentar-me em volta de uma mesa, com os amigos, a recordar como foi. Sabia tudo isso. E no entanto…”

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   A Mais Alta Solidão

 

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